Porque "Vigilante Poesia"?
Prazer, Diego Matarazzo: o corpo que dança a revolução
Eu venho da beira.
Beira da cidade, da margem, do silêncio que grita.
Nasci em 1993, mas renasço sempre que a arte me atravessa,
me toma, me devolve pro mundo com mais sentido.
Com oito anos, meus pés já narravam histórias que minha boca não sabia dizer.
A dança foi o primeiro idioma da minha alma.
Cresci entre o afeto e a repressão,
num lar onde o amor acolhia, mas o preconceito espreitava nos corredores.
Mesmo assim, fui.
Aos 17, assumi a mediação de encontros comunitários.
Liderei, construí, mesmo sem diploma em arte —
porque minha formação é a vida, o corpo, o coletivo.
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| Fotografia Zito Júnior |
“Vigilante poesia” não é só o poema de denúncia, o grito impresso em verso ou o protesto estético. É também o sussurro que percebe. É a escrita que vigia o detalhe, a palavra que observa a paisagem social e se recusa a ser indiferente.
Aqui, poesia é instrumento de observação e afeto. De crítica e de cuidado. É uma lente com a qual quero revisitar o mundo — como estudante de Relações Públicas, como comunicadora em formação, como corpo presente numa sociedade que vive entre telas, crises e reconstruções.
Este blog nasce da vontade de pensar a comunicação para além da técnica. De entender como a poesia, essa forma milenar de expressão, pode se conectar com temas como reputação, discurso, engajamento e redes — mas também com o que pulsa na rua, no íntimo, na política, nos afetos.
É um espaço de palavra viva.
Palavra que se compromete.
Palavra que observa e, por isso mesmo, protege.
Se você acredita que poesia também é estratégia, escuta e construção de mundos, chega mais. Vamos fazer vigília juntos.
E pra você, o que é uma poesia vigilante?
Comenta aqui ou manda seu texto pra gente!

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